Du Karmona - Dulcinéa Carmona, nasceu como diz, na ‘minha’ São Paulo, que ama de paixão, e é devota do amor desde então. Paulistana com muito orgulho, ariana, urbana, mãe de Danielle e Felipe. É formada em Comunicação Social /Publicidade & Propaganda.

Sempre gostou de escrever, desde menina brincava com as palavras, mas muito tímida, nunca expôs seus tantos escritos. Aos 20 anos, resolveu não mais escrever, e se desfez de tudo deixando esse seu lado adormecido, passando a ser somente leitora. Retornou em meados de 2005, às escritas. Depois de vários anos de crescimento, faltava algo. Resolveu então libertar-se. Em 2007 deu inicio às publicações no site literário Recanto das Letras. E hoje, faz de tudo poesia. Continua a viver escrevendo, mas não se considera poeta, apenas inspirada a externar suas emoções, o seu amor exagerado por tudo, da maneira mais espontânea. Escrever para ela é “divã, é terápico.

Além de mim

" Sou o estranho
Que tua voz canta
E me encanta.
Que vem de dentro
E fica para amar...
Sou o segredo oculto
Para muitos...
Sou o que sinto !
Sem mito.
Não sou o que vejo
No espelho.
Sou o desejo
De um beijo,
Na alma.
Sou o reflexo
Que me acompanho
Sem calma.
Sou a minha alma
Sem fim.
Sou o Amor Eterno
Que insiste.
Me acompanho
E sinto
Sem mito,
Sem fim.
Sou tua,
Sou minha
Alma
Além de mim.
Sem fim... "

Du Karmona



Devaneio

" Entre devaneios
Céu em chamas
Terra, marés e ondas
Entre Ansiedade
Sensibilidade, paixão
Imagens em explosão
Sem tradução, desconhecido
Medo maior por um sonho
Complexo? Desconexo
Delírio? Não!
Devaneio que vão e vêm
Loucos medos
Sem pensar, sem ter nem encontrar
Disfarçado... Complexo...
Agora sem medo, veloz
Silencio escravo da mente
Passado ido é presente
E futuro renovado
Agora sem culpa
É razão, compreensão...
Sem iludir a verdade
Que o presente traz
E o devaneio se desfaz ... "

Du Karmona



Vêm para mim

Vêm que o tempo passa...
Vêm para mim...
Mesmo que seja agora
Nesse futuro tão longe
Longe da nossa juventude...

Vêm para esse momento
Sem pensar na vida
Que ainda não vivemos...
Mas vêm... Mesmo se for agora...

Mesmo sem ter dito palavras...
Palavras que esperei ouvir...
Num momento que não existiu...

Vêm... Agora para esse momento
Que ainda não vivemos
Vêm... Agora para essa vida
Vida que não vivemos, mas
Que ainda pode ter momentos

Quero te ouvir...
Mesmo sem tempo
Sem tempo para contar o que vivemos...
Mas vêm...
Para curtir esse momento
Porque um dia me deixei
Para viver nesse momento...

Du Karmona



Amor com Café

Só quero
Viver a vida
Como ela é
Ouvir palavras
De amor no café

Amor comum
Sem ser maior
De verdade
Sem saudade
No meu sonho
De amor
De todo dia
Esqueço
O que já foi
Ao amanhecer

Quero viver
Apaixonadamente
O amor comum
Diferente
Do amor de alguns

Amor comum
Com café
Vivendo a vida
Como ela é

Du Karmona



Meus Anjos

Esta na minha hora...
Hora de ir embora
E levo no peito
Sem angustias
Nem medos
O que se revelou

Deixo no meu quintal
O som 'dos pequenos' ...
As flores...
O canto dos pássaros...
O tapete de areia
O por do sol na minha sala de estar...
O barulho do riacho sob a ponte...
Meus passos no calçadão
E levo a poesia de tudo
Fonte de inspiração
E meus Anjos revelados
Em meu coração...

Du Karmona



A minha metade

Sou a criança que fui
E deixei no quintal
Com um Jardim florido
De Rosas brancas
Hortênsias e Azaléias
Ao lado do Limoeiro
Em frente ao Pessegueiro
E logo ao lado...
O pé de Café
O de Bananas,
Que partiu primeiro
E o de Chuchu
Que matou minha fome
O de Losna, losna?
É... amarga!
Como a vida dos Grandes...
Caminhei... confusa
Entre o Jardim
E o Pomar
Fui... mais a frente
E parti invisível
Passando ao lado
Do pé de Jasmim
O mais perfumado
O raro...
O raro que nunca fui
E deixei de tentar ser
Quando me deixei criança
E me perdi entre a escada
E o portão...
E nunca mais voltei...

Du Karmona



Anjo Caído

" Grita o silêncio...
Ferindo a alma!
Asas caídas,
Traídas...
Som do delírio,
Anjos feridos...
Palavras ao vento,
Areias em brasa...
Olhos sem alma...
Universo em chama!
Flores no mar...
Alma que clama!
Mãos vazias...
Coração ferido,
Anjo caído...
Traído! "

Du Karmona



Estou aqui...

Estou aqui
De joelhos, trêmula,
Despida de mágoas
De títulos, sem didáticas.
Descalça, de boca serrada,
Ouvidos atentos,
Coração aberto.
Em mais uma Primavera.

Quero agradecer
Meu jardim Florido de Rosas,
Que exala essências de anos vividos
De todas as cores
E tantas outras a desabrochar...

Estou aqui
Vestida de sonhos, de vida!!
Querendo aquietar meu coração
Em mais um ano,
Para poder continuar...

E peço perdão,
Por não saber se tenho direito
Ao sol que carrego em meu peito
Que queima como fogo...
O fitar da lua,
O brilho das estrelas...
O encanto do mar.
O sopro do vento
Que me leva
A cada amanhecer...

Estou aqui, para pedir perdão
Por não conseguir orar
Sem mostrar a dor que sinto
Em meu peito...

Estou aqui, pelo meu egoísmo
De exalar o amor sem sentido,
Num mundo tão cruel
Ao qual vivo, longe daqui...

Estou aqui, para pedir Perdão!
Por faltar à humildade
E ter tudo que tento me despir
E me achar no direito
De estar aqui...

Du Karmona



Saudade (dói...)

Sofro...
Sofro de saudade...
Saudade da história
Que ainda não vivemos.
Do que não sabemos.
Da sensação do brilho
Do meu olhar no seu.
Saudade do encanto,
Do acalento sem pranto.
Do colo em silêncio,
Do desejo do amor.
Do tratamento tal qual flor.
Do afago ouvinte...
Do carinho que vou te dar.
Do sorriso no seu olhar,
Do aconchego...
Do calor do abraço...
Abraço apertado como nó.
Difícil de soltar.
E do beijo,
Que com certeza
Vou roubar...

Du Karmona



Magia...

E a magia
Do nosso encontro
Perpetuou em meus dias...
Em meu recanto
De poesias, melodias...
Fez sentir o brilho da lua.
Fez chover pingos de estrelas.
Faceiras...
E brigam com meu dia
Que chega...
Do nosso encontro em poesia...
Em meus dias...
É magia...

Du Karmona



Verdades

"E me despi das verdades
que pensei ouvir...
Palavras que o vento soprou...
E agora, me visto de poesias!!!

Du Karmona



Amor Antigo

Amor antigo...
Aventura antiga...
Perdida no tempo.
Tempo esquecido,
Como a luz das estrelas,
Do brilho de ontem.
Medo do hoje,
Do Amor presente.
Em silêncio.
Como minha alma.
Em segredo...
Levou-me pra longe
E se esqueceu
Em sonho meu...
Em encanto seu

Du Karmona



Sussurros

Sussurro do vento
Que te sopra como melodia,
Em meus dias...
Como chuva que pinga
Nos olhos da gente
Em noite de vento,
De lua cheia...
Certeira ...
Vento te sopra ao relento
Trazendo acalento.
Teu som em voz,
Sussurros ...
Ouço, olhos sem medos,
Segredos... sussurros...
Da alma! Na alma...
Acalento, relento
Vento que te sopra
Que te traz
Em sussurros ...
Acalento,
Em minh’alma...

Du Karmona



Serei Eu...

Serei eu...
A te procurar nas estrelas...
Nos pingos de chuva numa noite de verão...
No brilho da lua...
No vento que desmancha o ar
E te traz em sussurros...
Nas espumas das ondas do mar...
Que banham o tapete de areia...
E assisto ao Sol apagar
O brilho das estrelas.
Ou apenas fito o mar!
Quando o dia clarear,
E serei uma gota de sua imensidão...
Mas ainda assim, serei Eu...
A te procurar...

Du Karmona



Feliz Namorado

dos Meus Dias...

Lindo Namorado
Cúmplice dos meus pecados...
E de um amor exagerado...

Namorado Lindo
Cúmplice dos meus dias
Que vive em melodias...
Suspiros e sussurros,
Segredos e certezas!
Apaixonado...

Feliz namorado
Dos meus dias...
Cúmplice da minha vida,
Dos meus amores...
Exagerado, intenso.
Que vive em minhas melodias,
Em minhas poesias...
Em minha inspiração!
Dia dos Namorados,
Eu Vejo todos os dias,
No seu sorriso antigo...
No seu jeito de me olhar...
Da sua Paixão,
Que vira poesia.
Vira Presente em Nosso Dia
Presente difícil de se ganhar!!!

Du Karmona



Tudo Que Sei

Tudo que sei nesse instante
É o que minha alma sente...
E como ela sente...
Seria eu a sentir?
Ou seria minha alma
A me sentir?
Ou seria minha a alma
De tantos ‘eus’
De todos os instantes?
Tudo o que sei desse instante
É que um dos meus ‘eus’
Não quer que vá embora
O que nem mesmo chegou
Mas minha alma já sente...

Du Karmona



Alma Minha

Minh’alma chora
Tudo que tranquei
Tudo que perdi
Sem ter tido...
Tudo que sofri e morri...
Um pouco a cada dia.
E me vesti de poesia
E não adiantou...
O vento soprou
E te levou!
E minh’alma chora
A ausência da tua...
Alma minha!

Du Karmona



Só Senti...

Não vi...
Só senti...
Como o sol morno
Num final de tarde
Com saudade...
Como o vento que sopra
Do mar e respinga...
No perfume das flores...

Não vi...
Nada enxerguei...
Mas senti tanto
Que a brisa te trouxe pra perto...
Perto da lua... da noite...
Mas mesmo assim
Não vi...
Só senti...

Du Karmona



Desejo...

Amor calado,
Sem ter como gritar
Sufoca teu maior desejo...

A Música
Acalenta tua alma aflita
E espanta tua timidez...
Liberta teu lado louco
Que grita que não devo ir!

E tua alma canta
Teu maior desejo
De me amar entre devaneios
E me grita!!!
E deixa teu lado louco... me possuir...

Du Carmona // Geovane Siqueira



Vento...

Chamei o Vento que te trouxe
Com a cumplicidade da lua
Pedi pra que ele se transformasse
Numa brisa bem suave...
Para que te arrancasse aos poucos
De minh’alma...
E te levasse ao norte do horizonte...
Pedi com minh’alma em prantos...
Já sentindo a falta da sua...
E assim foi...
O Vento te levou...
Te libertou...
Levou sua alma pra longe da minha
Mas o que nem o Vento viu
Foi que trocamos nossas digitais
Que ficaram tatuadas
Para não nos esquecermos
Jamais...

Du Karmona



Rascunho do Vento

Veio...
Disfarçado como brisa
E se alojou de mansinho
Tímido, tingiu minh’alma
Remendou minhas dores...
Sussurrou teus desejos
Teus temores...
Despertou para o amor
Entregou sem favores
Assistiu meus valores
Resistiu...
Disfarçou... faltou...
E como o Vento,
Passou...

Du Karmona



Dor... (de Amor)

Que dor é essa
Que vêm do nada
Mas me rasga
E queima?

Que vêm e fica
E se aloja em minh’alma
E me rasga inteira
Sem dó
Mas não mata
E nem passa?

É a dor do medo
Que se faz fugir?
É maior do que sinto
E mata o amor
E me deixa essa dor
Sem morrer onde eu for...

Du Karmona



Nossa Distância

Fico contra a distância
Que me deixa tão longe de você
Na noite aprecio nossa lua
Entre sorrisos de uma lembrança sua

Sinto seu perfume chegar com o vento
Que sussurra Você
A lua na minha solidão
Tem seu sentido
Brilha com as estrelas que reluz no seu olhar...
Mas só no meu pensar...

Fico contra a distância
Que me deixa tão longe de você
E te tenho só no meu pensar
E por mais que eu pense
Que lhe queira
Não encontro um atalho
Na madrugada enluarada
Que me leve até você

Fico contra a distância
Que me deixa tão longe de você
E não encontro um atalho
Na madrugada enluarada
Que me leve até você

Du Karmona



Surpreenda-me!

Pegue o atalho
Ou qualquer desvio...
Mas que te traga!
Chegue sem avisar...
E traga seu encanto...
Desperto de tantas magias...
Que mate essa sensação de perda
E abrande nossos medos

Surpreenda-me com atitudes
Aquela tão contida
Que parece ser ilusão
Mas a maior do seu coração...

Conte-me seu maior desejo
Seu primeiro beijo
Seus sonhos inacabados
Os realizados!
E também os desmoronados...
Declame seus versos
Mudo de palavras
Imersos em seu tão calado sentir...
Mas, conte-me!
Surpreenda-me com seus dissabores...
Valores, calores, fervores... Amores!
Conte-me seu maior medo...

Surpreenda-me com revelações...
E o que ficou só na sua mente...
Ate as mais profanas, insanas
Até as indecentes
Solte suas loucuras...
Seu desejo!!!
Surpreenda-me com seu perfume
Com sua essência
Com sua presença
Desejos no meu caminhar.
Entre atalhos ou desvios
Mas, surpreenda-me!

Du Karmona



Caminho...

“Venho de muito longe e não me lembro mais
o que me prôpus a fazer quando sai não sei de onde.
O que sei é que têm um sentimento muito forte
que me atrai a àquela direção,
é minha alma que intui.
Mas talvez se parasse um pouco,
um pouco que fosse, para ouvir o vento,
eu perderia a direção, a sincronia.
Parece que procuro por algo ou
que sou esperada por alguém.
Não sei quem, mas quando penso nisso,
sinto a ausência, minha solidão aumenta
e minha alma, agora perdida, quase esquecida,
lamenta a distância de onde vim,
sem saber o que deixei e,
nem o que me espera...”

Du Karmona



Eco no silêncio


Parece que tem uma casa de abelhas na minha
cabeça junto com a criação de minhocas falantes...
e como elas são barulhentas!
Fazem eco no meu silêncio e gritam meus segredos...

Du Karmona



Preciso que fique...


Leia em meus olhos o que sinto...
Minh' alma reconhece a sua
e já não vive mais só...
Fique para que eternizemos...
Não tente fugir, não conseguirá!
Minh'alma grita a sua aflita...
Não me importo mais em ouvi-la...
Mas, é 'preciso' que fique!

Du Karmona



Se algum dia...

"Se algum dia alguém me amou,
mesmo, com intensidade,
eu não soube... não foi recíproco...
Porque não ouvi... não vi...
não senti, passou..."

Du Karmona



Deixo...

"... Deixo meus tantos segredos
contados em forma de poesias
Onde só você pôde ler nas entrelinhas...
Deixo também minha forma
de 'amar' como exemplo.
Não tente segui-la na íntegra,
seria se expor demais
e teria que ser 'eu'..."

Du Karmona



Amo-te!

"Diga o que preciso ouvir...
Seja você!
Sem se conter...
Pois é assim que te amo!"

Du Karmona